05/10/2018

Ricardo Kotscho, o jeito Petralha de ser


por Dirceu Pio

        Ele já foi brilhante! Sua reportagem sobre o Caso Manoel Fiel Filho, operário torturado até a morte nos porões do regime militar, permanece até hoje como símbolo de jornalismo bem executado – texto enxuto, narrativa sensível e tocante.

        Nessa época – anos 1970 – convivemos por algum tempo na mesma redação do jornal O Estado de São Paulo, ele repórter e eu numa função de controler, ao lado do amigo comum, Raul Bastos.

        Foi mesmo por pouco tempo. Na metade de 1976, designado por Raul Bastos para chefiar a Sucursal de Curitiba, mudei de estado e de cidade, enquanto ele, Ricardo Kotscho, se transferia para a redação da Folha de São Paulo.

        Perdemos o contato e eu nunca tive a oportunidade de lhe dizer que admirava muito o seu trabalho.

        Pela Folha de São Paulo, mergulhou fundo na greve dos metalúrgicos do ABC. Foi mandado tantas vezes a São Bernardo do Campo que se apaixonou por Luiz Inácio Lula da Silva, o jovem líder metalúrgico que despontava com furor na região que o padre Lebret havia descrito como um gigantesco acampamento de operários formado em torno de grandes indústrias.

        Quando conheci Ricardo Kotscho em São Paulo, eu também já havia passado pelo ABC Paulista como repórter do Diário do Grande ABC e depois chefe da Sucursal do ABC dos jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde, onde convivi, entre tantos outros talentos, com esse que é considerado hoje o melhor repórter fotográfico do Brasil, Pedro Martinelli.


        Peguei nessa época o movimento que antecedeu as greves dos metalúrgicos que revelaram Luiz Inácio, feito de Operações Tartaruga, operários cruzando os braços em frente aos tornos e prensas, o máximo de ousadia que o movimento operário era capaz de opor ao regime militar.

        Saí do ABC mas deixei fontes por lá, pessoas que me mantiveram informado sobre tudo de mais importante que ocorria na região e já me alertavam para o “caráter gelatinoso” do líder em ascensão. Só votei em Luiz Inácio uma só vez para não contribuir com a eleição de Fernando Collor, atitude da qual me arrependi pouco tempo depois.

MERGULHO NA REPORTAGEM

        Eu passaria quase 20 anos em Curitiba, dedicando mais de 90 por cento do meu tempo à minha paixão no jornalismo, a reportagem de campo, de interesse geral, que me permitiu viajar por grande parte do Brasil e conhecer – e entrevistar – centenas de pessoas dos mais diferentes níveis sociais.

        Preciso mencionar aqui (vocês vão entender minhas razões mais à frente, neste texto) que vivi nestes mais de 40 anos de reportagem muitos momentos de glória.

        O primeiro deles ocorreu na Sucursal de Curitiba durante conversa que tive com um repórter da equipe (Caco de Paula). Contava a ele, despretensiosamente, as peripécias que tive de fazer para apurar uma reportagem sobre um incêndio ocorrido na periferia de Mauá, ainda nos meus tempos de ABC Paulista, e ele abriu a gaveta da mesa e tirou um livro para mostrar algo que me impactaria pelo resto da vida: a reportagem que eu mencionava a Caco de Paula fora transcrita pelo autor do livro, o professor de Comunicação da PUC de Campinas (SP), Mário Erbolato, como um “ótimo exemplo” de jornalismo interpretativo, a tendência que ele dissecava na obra. 

        A transcrição do meu texto foi antecedida por quatro páginas de elogios rasgados à reportagem e ao modo como apurei e estruturei a narrativa.


        Enquanto Ricardo Kotscho viajava com assiduidade a São Bernardo, eu viajava com frequência a Foz do Iguaçu para me transformar num dos poucos repórteres que acompanharam, do início ao fim, a construção da hoje segunda maior hidrelétrica do mundo, a Itaipu (pedra que canta, do tupi-guarani), feita em parceria com o Paraguai.

        Começa aí a grande diferença entre eu e Ricardo Kotscho: enquanto ele se deixou apaixonar perdidamente por sua fonte, o líder Luiz Inácio, nem em sonho fui apaixonado pelo general Costa Cavalcanti, o diretor-geral de Itaipu. Sempre mantive a necessária distância crítica a todas as minhas fontes.


DENUNCIEI TODAS AS MAZELAS

        Costa Cavalcanti e todos os demais diretores da Itaipu Binacional sempre me trataram com especial deferência e eu, ao longo da obra, denunciei todas as mazelas dos responsáveis pela construção, mazelas que foram desde a contratação irregular de “peões barrageiros” até o isolamento imposto ao município de Guaíra.

        Guaíra abrigava as Sete Quedas, uma grande maravilha da geografia brasileira sepultada pelas águas da represa de Itaipu.

        Eu falava ali atrás dos momentos de glória da minha vida de repórter: outro deles foi sem dúvida o momento em que a Câmara Municipal de Guaíra me concedeu o titulo de Cidadão Honorário em agradecimento ao que uma das minhas reportagens, publicada pelo Suplemento de Turismo do Jornal O Estado de S. Paulo, produziu de benefícios para o município.

        Com um texto minucioso que pela primeira vez escancarava a todo o país as belezas das quedas que iriam desaparecer, a reportagem criou um fluxo turístico à cidade que foi tão intenso que os empresários tiveram de providenciar, em regime de emergência, a ampliação de hotéis e restaurantes.

        O fluxo foi mesmo tão intenso que despertou o ainda incipiente movimento ambientalista brasileiro. Começaram a surgir protestos de toda ordem pelo país contra a destruição das quedas a ponto de preocupar a empresa binacional responsável pela implantação da usina.

DIMINUIR A POTÊNCIA

        Assessorados por especialistas, os manifestantes descobriram que era possível salvar 7 Quedas se a usina perdesse uma pequena parte de sua potência. Formado o lago, afogadas as Quedas, a primeira preocupação de Itaipu foi dinamitar a crista das quedas usando o argumento criminoso de que as pedras atrapalhavam a navegação pelo lugar.
       
        A Sucursal de Curitiba sob meu comando, tendo como repórter o hoje afamado historiador Laurentino Gomes, denunciou o passo a passo da dinamitação.

        Dali em diante, tive apenas alguns encontros esporádicos com Ricardo Kotscho. Um deles foi na cobertura do acidente de avião, na região de Ponta Grossa (PR), que matou  dois altos diretores do Bamerindus.

        Eu chegara à região onde o avião fora visto no ar pela última vez, com três ou quatro dias de antecedência. Já havia, portanto, me assenhoreado da logística da cobertura.

        Kotscho, não! Desembarcou no local com grande atraso e no meio do burburinho que a notícia da descoberta do avião acidentado provocou.


PERDIA A EMBOCADURA

        Ele nunca vai saber, mas a confirmação da notícia de que o aparelho foi encontrado fora arrancada a fórceps por mim e pelo amigo Mauro Bastos, enviado especial do Jornal do Brasil, depois da queda de um helicóptero-bolha por excesso de peso.

        Foi só demonstrarmos ao piloto que havíamos observado a irregularidade para que ele nos abrisse a informação que o comando das buscas tentava esconder por uma razão até compreensível: no avião acidentado, havia várias sacolas de dinheiro que eram levadas às fazendas do Bamerindus em Tomasina para pagamento de empregados e tentava-se evitar assim que a chegada de jornalistas pudesse atrapalhar o resgate do dinheiro.

        Eu socorri Ricardo Kotscho repassando-lhe as informações que ele precisou para redigir sua matéria naquele dia.

        Na manhã seguinte, fomos todos ao local do acidente. O avião, um pequeno Sêneca, havia caído de bico no alto de uma planície rochosa encoberta por uma floresta comercial de pinus.

        E foi ali, diante de um pequeno avião despedaçado, que eu percebi que Ricardo Kotscho, já enfiado de cabeça no PT, começava a perder a sua embocadura de repórter: entre tantos jornalistas, só eu e Mauro Bastos tivemos a curiosidade de descobrir as causas da queda do Sêneca.

        Depois de observar a rota que o aparelho deveria ter feito até cair, caminhamos em sentido contrário por meio quilômetro até começarmos a encontrar pedaços da asa direita do avião. Não cheguei a ler o texto que o Mauro escreveu para o Jornal do Brasil, mas ainda me lembro das primeiras frases do meu texto: “Foram três ponteiros de eucalipto, com menos de uma polegada de espessura, que roubaram uma das asas do avião do Bamerindus e o fizeram cair de bico cerca de 500 metros â frente sobre um maciço rochoso...”

CARREGADOR DA PASTINHA


        Outros dois encontros ocorreriam ainda em Curitiba e ele já estava transformado no assessor dileto do Lula, o homem que carregava a pasta do  ex-líder sindical que seria derrotado duas vezes antes de se eleger presidente.

        Entre uma candidatura e outra, já com a aura do assessor do líder que chegaria à presidência da República, tivemos mais um encontro, ele embarcando para Curitiba e eu chegando ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

        Numa  conversa rápida, ele me informou que iria assumir o cargo de diretor de redação das empresas de José Carlos Martinez (Um jornal diário e dois canais de televisão em Curitiba e Londrina);  e eu o aconselhei  a tomar muito cuidado com seu novo patrão.

        Percebi claramente que Lula roubava avidamente o que seu assessor tinha de melhor: além da competência refinada para o jornalismo, rapinava também os seus valores éticos.

        O deputado José Carlos Martinez, além de ser um dos primeiros políticos a embarcar de corpo, alma e bolso na candidatura de Fernando Collor à presidência, pertencia (ele morreu num acidente aéreo em outubro de 2003) à Família responsável pela “colonização” de uma imensa área no Oeste do Paraná, onde foram assassinados dezenas de centenas de colonos, conhecida como Grilo Santa Cruz.

        José Carlos Martinez foi derrotado fragorosamente ao governo do estado do Paraná. Durante a campanha em 2002, Requião convocou a imprensa com a promessa de que iria divulgar um dossiê sobre o Grilo Santa Cruz. De fato, a entrevista aconteceu, mas o “dossiê” era feito de cópias de todas as dezenas de reportagens que eu (90%) e a jornalista Tonica Chaves (10%) havíamos feito na região-alvo da imensa grilagem.

        Antes de nos encontrarmos, desgraçadamente, aqui no facebook, eu e Kotscho nos avistamos ainda duas vezes...Ele ainda estava eufórico com o “desempenho” do seu ídolo na Presidência da República, que dava início ao seu segundo mandato.


AMOR CEGO E INDESTRUTÍVEL

        Kotscho já havia se desligado do cargo de assessor de imprensa do governo, me fazendo acreditar que e se afastara pra não se envolver na roubalheira que já corria solta. Como fui ingênuo!

        Tive de assistir a uma palestra dele durante um seminário sobre comunicação em São Paulo para acompanhar  um amigo argentino, o jornalista e escritor, Ricardo Sarmiento, que também falou no  evento.

        Estávamos no anfiteatro de um hotel e depois das palestras descemos para o bar, eu, Sarmiento, Kotscho e vários outros jornalistas, para um bate papo e um chope.

        A atração da mesa, é claro, foi ele, Ricardo Kotscho, e suas histórias dos bastidores do Governo Lula, nem todas contadas no livro – Do Golpe ao Planalto – Uma vida de repórter – que ele lançava na época.
Pude entender, com todas as letras, as razões do cego e indestrutível fascínio que Ricardo Kotscho passou a sentir por Luiz Inácio Lula da Silva:

        - Quando Lula venceu o segundo turno (Ricardo Kotscho contando)  fui convidado para um jantar comemorativo no Palácio da Alvorada... Estávamos apenas em três, eu, Lula e a Maria Letícia... Contei para ele que a pergunta que mais me faziam após as palestras era se ele sabia ou não sabia do Mensalão... E ele me perguntou, curioso: “E o que você responde?” Eu digo que você não sabia mesmo de nada porque anda muito esquecido ultimamente! (muitos e muitos risos)

PERDEU MESMO A EMBOCADURA

        Em nosso último encontro, outra vez em São Paulo, ele mal conseguiu disfarçar a raiva que deveria começar a sentir de mim. Havia feito uma parceria com meu grande amigo Hélio Melo para lançamento da revista Brasileiros. Estava no Rio de Janeiro quando comprei numa banca um exemplar do primeiro número da revista.

        No hotel, li toda ela com desdobrada atenção. A notei todos os pontos falhos (já tinha alguma experiência com edição de revistas) e no outro dia enviei, com intuito de ajudar, mensagem ao Hélio fazendo uma crítica um tanto severa da primeira edição onde apareceu uma longa reportagem de Ricardo Kotscho.

        A reportagem de Kotscho trazia o perfil de um personagem muito interessante do litoral nordestino, uma ótima história simplesmente destruída pelo repórter que perdera todo o brilho. Lembro-me que eu perguntava ao Hélio na mensagem: “O que aconteceu com o Kotscho ? Desaprendeu tudo o que sabe? Se puder, diga pra ele que quando a gente tem um personagem de valor, não precisa encher o cara de elogios... Conta a história dele e deixe que o leitor descubra que ele é um grande brasileiro!”

        Faz, creio, mais de dois anos que eu o adicionei no facebook. Nunca deu em todo esse tempo qualquer sinal de vida. Bastou que a atual campanha esquentasse e eu, usufruindo dos meus direitos de cidadão, tornasse pública minha adesão à candidatura de Jair Bolsonaro, para que ele mostrasse as suas garras petralhas.

        Já me chamou de canalha, medíocre, e me atirou muitas outras ofensas. No último comentário que ele fez em minha página de facebook, escreveu: “Dirceu Pio, como jornalista medíocre que você sempre foi, poderia pelo menos acertar a grafia do meu nome... Sabia que você era um reacionário cretino, mas não desconfiava que você fosse tão canalha. O que aconteceu com você? Tá fazendo tudo isso, rebaixando-se, de graça? Não acredito...”

        Isto tudo, eu sei, são palavras atiradas ao vento e eu nem tenho mais idade pra me deixar ferir por essas flechas petralhas.



        Só um aspecto me preocupou: pouquíssimas pessoas dessa minha enorme base de amigos do facebook conhecem minha história profissional, de modo que neste longo texto que aqui encerro quis apenas dar alguns poucos exemplos para que todos meus leitores tenham subsídios para me comparar a quem me chama de medíocre. 

 Lula abraçado com o Ricardo Kotscho

28/09/2018

Bolsonaro e a fraude eleitoral.


Por Dirceu Pio

Pela baixa repercussão, pouquíssimas pessoas perceberam a gravidade das declarações do candidato do PSL, Jair Messias Bolsonaro, ainda no hospital, nesta sexta-feira, 28-09-2018, ao jornalista José Luiz Datena sobre as eleições que se aproximam

“Pelo que eu vejo nas ruas – disse o canditado – não aceito resultado das eleições diferente da minha eleição”.

Delírio ? Presunção exacerbada ? Nada disso. É apenas a manifestação justa e consciente de um candidato que tem levantado multidões entusiasmadas de adeptos por todos lugares por onde passa.

E é também a primeira resposta objetiva à insegurança jurídica criada, por incrível que pareça, pelos tribunais superiores (TSE e STF) em relação ao pleito deste ano, a ser realizado – modelo quase inédito no mundo – por urnas eletrônicas sem comprovante de um só voto – nenhum cidadão brasileiro vai enfim saber o que aconteceu com seu voto, se foi atribuído ao nome que escolheu, se foi atribuído ao adversário ou se simplesmente evaporou numa daquelas totalizações a ocorrer no interior da cada urna.

SILÊNCIO VERGONHOSO

Todos os demais candidatos se calam, vergonhosamente, porque devem imaginar que podem ser beneficiados pela fraude que já foi planejada e preparada por chips implantados na placa digital de 600 mil urnas adquiridas pelo TSE, através de licitações fraudadas, de duas empresas (Smartmatic e a americana Diebold ) de origem suspeitíssima pois enfrentam processos por fraude e sonegação fiscal nos EUA.

Não aceitar o resultado destas eleições a menos que seja vitorioso é a única reação possível de um candidato que realizou grande esforço para impedir a fraude: é de sua autoria o projeto transformado na lei (Lei nº 13.165, ) que instituía o voto impresso e que foi acintosamente derrubada pelos ministros do STF em junho, atendendo representação da procuradora geral Raquel Dodge.

A procuradora, aliás, foi mencionada na entrevista a Luiz José Datena:

- Temos um sistema eleitoral – disse Bolsonaro - que não existe em nenhum lugar do mundo. Eu apresentei um antídoto para isso. A senhora Raquel Dodge questionou. O argumento dela, é que a impressão dos votos comprometeria a segurança das eleições. Pelo amor de Deus. Inclusive estava acertado que em 5% das seções teríamos impressão do voto, mas nem isso foi cumprido.

        Que ninguém se iluda: o cenário que se prevê, caso Bolsonaro perca as eleições, não será nada edificante para o Brasil. É razoável imaginar que ele venha a recorrer a todos os foros internacionais com a justa pretensão de anular as eleições deste ano.

Quem viver verá!

        Tenho o privilégio de ser amigo pessoal de dois gênios da cibernética no Brasil – Demi Getsko e Tadao Takahashi. Devemos a eles grande parte do esforço da implantação da internet no país, desde a época em que a rede era restrita a universidades.

        Ainda no começo deste ano tive um encontro bem prazeroso com os dois num restaurante de São Paulo e ouvi uma longa explanação de Tadao Takahashi sobre segurança da internet brasileira, que ele, sempre bem humorado, chamava de sua “dança do ventre”.

        Menciono aqui um dos pontos da conversa que me chamou, particularmente, a atenção:

- Quando o país se agitava, no governo Dilma, com a história da espionagem do governo brasileiro pelos EUA, vieram me perguntar se isso era possível e eu respondi: vocês até podem escolher o país que vai espioná-los – se não os  Estados Unidos, que tal a China ou a Rússia?

        Em seguida, Tadao explicou:

- Existem apenas três países em condições de fornecer os equipamentos mais pesados (backbounds) para sustentar a internet – nosso fornecedor atual, os EUA; a China ou a Rússia.

CONVICÇÃO

        Esse depoimento do amigo Tadao foi a primeira viga a sustentar a  convicção atual de que está preparada uma megafraude para alterar, se necessário, o resultado das eleições deste ano e não há nada – absolutamente nada! – que possa ser feito para evitá-lo.

        Que fique bem entendido por todos, inclusive por aqueles que acham que as Forças Armadas poderão evitar a fraude: o chip que processará a fraude já foi implantado na placa digital de todas – ou de uma parte – as 600 mil urnas eletrônicas compradas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a realização das eleições deste ano.

        Longe de garantir a segurança do pleito, o cadastramento biométrico dos eleitores funcionará como alerta ao chip fraudador para esconder a fraude.

        O que ainda não se sabe é quantas urnas serão usadas para perpetrar a fraude, possivelmente serão usadas apenas as 70 mil urnas compradas da venezuelana Smartmatic, pois ela teve um longo tempo para planejar tudo... Além de ser beneficiada por uma licitação fraudulenta oferecida pelo nosso TSE ainda recebeu, sem a menor necessidade, toda a criptografia do sistema eleitoral brasileiro de modo que lhe foi permitido escolher a dedo as seções eleitorais que serão objeto da fraude.

        As manobras criminosas do STE não pararam aí: além de não investigar as empresas fornecedoras das urnas, todas elas enfrentando processos de fraude e sonegação fiscal nos EUA, ainda transferiu segredos de Estado à Smartmatic, mesmo sabendo que os três donos da empresa são estrangeiros, não submetidos, portanto, às leis de sigilo brasileiras...

SEM REGISTRO

        O plano é tão ardiloso e criminoso que não foi deixada nenhuma janela que permitisse à Sociedade Brasileira conferir se a vontade do eleitor foi respeitada ou não... Não há qualquer registro ou certificação do voto.

        É claro que se a intenção não fosse barrar a vitória de um candidato que não interesse ao sistema, poderiam ter providenciado a impressão, se não de todas, ao menos de um determinado número delas estatisticamente escolhido, para representar a integridade do pleito.

        As urnas a ser separadas para conferência do voto a voto deveriam ser escolhidas por sorteio auditado pela  Transparência Brasil, como exemplo.

        Caminhamos, portanto, na direção da maior fraude eleitoral da história da nossa jovem democracia. E não saberei nunca o que de fato aconteceu com o meu voto: se foi creditado ao candidato certo, se foi creditado ao adversário dele ou se evaporou numas das malditas totalizações processadas no interior das urnas.

SEM VERDADES DEFINITIVAS

        Sou um jornalista que ainda jovem aprendeu que é péssimo lotar o fundo do cérebro com verdades “imexíveis”, de modo que estou sempre disposto a mudar de opinião ao sabor de novas circunstâncias e novas informações...

        Quando ouvi falar pela primeira vez em fraude pelas urnas eletrônicas, achei improvável, mas não impossível...

        A primeira grande evidência que me foi apresentada pelo amigo Takahashi, encheu-me de curiosidade...

        Iniciei então uma intensa busca de informações e de conhecimento sobre o tema. Descobri a ampla rejeição ao uso eleitoral do instrumento eletrônico em quase todas as democracias do Ocidente.

        O voto eletrônico sem o seu comprovante impresso, salvo melhor juízo, só foi mantido no Brasil e na Venezuela.

        Os melhores especialistas em segurança eletrônica do Brasil estiveram reunidos durante vários anos num Comitê que se desdobrou em pesquisar e estudar as urnas eletrônicas como instrumento da democracia.

        Foi esse Comitê que prestou alta assessoria ao Congresso Nacional na elaboração da lei que tornava obrigatório o voto impresso.

        Depois do esforço extraordinário do STE para driblar a lei do voto impresso e trazer para dentro do sistema eleitoral a Smartmatic, o STF, quase por unanimidade, em maio último, derrubou a lei do voto impresso. O comitê de notáveis se desfez imediatamente, frustrado e indignado...


    









18/09/2018

ADEUS LAVA JATO!


        Quero informar a meus leitores que não uso maconha, drogas, não tomo remédio tarja preta e não escrevo sob efeito de qualquer aditivo extra, de modo que este artigo é produzido à luz da minha razão e lucidez....
        Começo por dizer que a Lava Jato foi longe demais, ou melhor, foi além de tudo aquilo que os corruptos jamais imaginaram ou desejaram que ela fosse.
        Por isso mesmo. ela passou a enfrentar, velada ou expressa com todas as letras, fortíssima oposição nos três poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário) e também em vários segmentos da imprensa e em inúmeros canais da internet.
        Eu não tenho mais nenhuma dúvida que há uma conspiração no ar e que as forças corruptas e corruptoras se juntaram e se articulam para golpear a Lava Jato e toda e qualquer iniciativa com pretensões de combater a corrupção.
        Toda atenção será pouca: as forças da corrupção não vão querer perder a grande oportunidade de atingir seu intento num ano eleitoral.

URNAS ELETRÔNICAS

        Qual será o instrumento delas? Simples e óbvio: vão usar as urnas eletrônicas!!!
        Antes de expor meus argumentos, falo de algo que tem me deixado perplexo: a desinformação que ainda reina soberana entre jornalistas, alguns famosos, como Vera Magalhães, que ainda hoje (17-09) fez críticas pesadas a Jair Bolsonaro por suas preocupações, manifestas no leito hospitalar, com a fraude que certamente virá pelas urnas eletrônicas.
        É incrível como muitas pessoas, sobretudo os profissionais da informação, não sabem aproveitar sequer um décimo do manancial jornalístico extraordinário da internet.
        Quem faz um aproveitamento razoável e criterioso dele, como eu, sabe dizer com certeza que a fraude foi preparada sim e deve ser acionada para favorecer o candidato a presidente mais comprometido com o golpe à Lava Jato e com a libertação e o indulto de sentenciados, a começar pelo Ladrão-Mor, preso em Curitiba.

SEI APROVEITAR O MANANCIAL

        Por que esta minha certeza? Porque pesquisei muito o assunto “urnas eletrônicas” e descobri coisas assustadoras e chocantes!
Vi o esforço hercúleo do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, para comprar 70 mil urnas da venezuelana Smartmatic, seja “ajeitando” uma licitação para que ela vencesse, seja entregando a ela, sem nenhuma necessidade, a criptografia de todo o sistema eleitoral brasileiro, mesmo sabendo, é claro, que os três “donos” da empresa são estrangeiros e, portanto, não submetidos às leis brasileiras do sigilo contratual...
        E o TSE fez mais: inventou todo um roteiro de testes por especialistas para “provar” que as urnas eletrônicas são seguras e não fez absolutamente nada com a denúncia do professor Diego de Freitas Aranha, da Unicamp, que testou e reprovou as urnas eletrônicas, tanto as da Smartmatic (70 mil) quanto as da americana Diebold (530 mil)... ”Sim, podem ser violadas”, disse Diego Aranha.

EMPRESAS DE FICHA SUJA

        O TSE com certeza também sequer pesquisou a idoneidade das duas fornecedoras das 600 mil urnas que serão usadas nestas eleições, empresas com péssima imagem no mercado mundial de produtos eletrônicos e que enfrentam processos por fraude e sonegação fiscal nos EUA.
        Descobri também que uma vez compradas e instaladas, as urnas não se submetem a nenhum tipo de auditoria porque os chips nelas implantados dispõem de inteligência para esconder a fraude ao primeiro sinal de que uma auditoria foi iniciada.
        Descubro também, pasmo, que o Senado Federal, que dispõe de todo um roteiro claro, didático, do passo a passo da fraude, fornecido pelos melhores especialistas do Brasil em segurança eletrônica, se omitiu permitindo que o Supremo Tribunal Federal – STF – derrubasse ainda em maio a lei do voto impresso.

NEM O EXÉRCITO IMPEDIU

        Outra descoberta de arrepiar é que nem o Exército Brasileiro conhece, tecnicamente, a capacidade das urnas eletrônicas em se tornar autônomas e ser permeáveis a qualquer tipo de auditoria.
        Ainda há poucas semanas o general Edson Leal Pujol, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, deu entrevista para desmentir a notícia de que sua instituição iria fiscalizar as urnas eletrônicas. Ele informou que o papel do Exército é apenas garantir que o pleito seja realizado com tranquilidade.
        Não deve saber, portanto, que por trás da ordem aparente será praticado o maior crime contra a  democracia brasileira, com a destruição do valor sagrado do voto...
        Logo após a incontroversa declaração de Jair Bolsonaro sobre a ameaça de fraude via urnas eletrônicas, ainda não se sabe por qual razão, seu vice na chapa, o general Hamilton Mourão, pediu que a declaração fosse relevada, enquanto o candidato Fernandinho Beira Haddad cobrou providência do TSE contra as declarações como se quem as fez não soubesse o que dizia.
        Sabe sim, tanto que a lei que instituía o voto impresso em 2015 – e derrubada em maio de 2018 – é de autoria de Jair Bolsonaro...
        A anedota do dia em torno do mesmo assunto veio do novo presidente do STF - logo ele - Dias Toffoli afirmando que as urnas eletrônicas são “confiáveis” – só não disse para quem...



05/09/2018

MEU VOTO PELAS REFORMAS


por Dirceu Pio


        É um erro achar que Dilma Rousseff é a responsável sozinha pela tragédia brasileira. Dilma foi corrupta e corruptora, bandalha e profundamente incompetente, mas um Estado do porte do Brasil não decai tanto em sete anos.

        Feita de processos, a decadência é lenta.  Ela queima primeiro as gorduras e até chegar à carne, como agora, leva pelo menos duas décadas.

        A imensa crise que hoje nos atinge já podia ser desenhada e prevista lá atrás, durante o primeiro governo de FHC com o Plano Real em vigor, adotado que foi pelo governo anterior, de Itamar Franco.

        O Plano Real debelou a inflação, ajustou o câmbio e deu início a mecanismos de controle fiscal; o governo FHC inaugurou o processo de privatizações e, quase ao final do longo ciclo de oito anos, emulou o mecanismo italiano de combate à corrupção, criando controladoria-Geral da União (CGU), típica agência anticorrupção do país, com a missão de receber denúncias de movimentação suspeita no sistema bancário... E foi só!

        FHC não fez as reformas que a Sociedade esperava que ele fizesse. Não olhou para as claras e graves distorções da Previdência já transformada nas tetas generosas de políticos, militares e funcionalismo público.

        FHC não olhou para a grave distorção do sistema federativo que há muito tempo drena quase todos os recursos tributários para o governo central e deixa os municípios à mingua; não olhou para as leis trabalhistas que já começavam a bloquear o caminho da modernidade; também não se preocupou com a carga tributária que já se prenunciava como grande gargalo na economia.

        Eleito e reeleito com enorme margem de votos sobre seu adversário, Luiz Inácio, FHC fez menos, muito menos do que poderia ter feito. Não se pode dizer que decepcionou porque escolhera o competente Paulo Renato para a Educação e o ensino básico caminhou com celeridade com abertura de vagas para todos que precisavam estudar.

UM BANDALHO NO PODER

        Luiz Inácio, seu sucessor, em oito anos de governo, fugiria das reformas como o diabo foge da cruz.

        Colocou um bom xerife para tomar conta da moeda (Henrique Meirelles) e pôs os dois pés  no acelerador, aproveitando o máximo possível a onda favorável que movimentava a economia mundial. Ativou a indústria com uma extravagante política de isenção fiscal e virou as costas para as ainda incipientes leis de controle fiscal e combate à corrupção...

        Não é por mero acaso que ele está preso: já se pode dizer hoje, com certeza, que Luiz Inácio foi o presidente mais corrupto da história da República Brasileira.  Em seus dois governos, muito em função de seus incentivos diretos, sempre com sua participação, e de seus filhos e de seu sobrinho Taiguara Rodrigues, floresceram os impérios da Odebrecht, OAS e Grupo J&F, que permanecerão no imaginário da população como símbolos insuperáveis de corrupção, sem mencionar a compra pela Petrobras de uma sucata chamada Pasadena pela absurda quantia superior  a  1,3 bilhão de dólares.

UMA BANDALHA NO PODER

        Quando a 1º de janeiro de 2011, Luiz Inácio repassou o bastão a sua dileta pupila, Dilma Rousseff, a gordura da economia brasileira já havia sido devorada com voracidade pelo perdulário governo de seu padrinho em oito anos ininterruptos de gastança sem freio.

        Vários ministros passaram pela pasta da economia no governo Dilma, mas nenhum deles foi capaz de prever para  onde aquilo tudo – a gastança sem limites, a corrupção deslavada, a completa ausência de responsabilidade fiscal, o déficit na Previdência, a penúria dos municípios, o arrocho tributário – iria nos levar.

E estamos aqui hoje neste vale de lágrimas clamando por socorro e por reformas, de modo que será até simples escolher quem pode nos ajudar – será aquele candidato que tiver a mais compenetrada visão de que só poderemos sair do buraco através de reformas, da Previdência, do Estado, do sistema federativo, tributária, fiscal, da política, da privatização ampla, geral e irrestrita, e que se dispuser a vender a absurda soma de 700 mil imóveis que fazem parte do patrimônio do governo central...

        Aquele que saiba a importância do controle fiscal e tenha consciência de que só haverá recursos para investimento em saúde e educação se o estado não gastar mais do que arrecada.

Com a palavra, o eleitor!  


Lula, Dilma e FHC

28/08/2018

OS CANDIDATOS E AS REDES SOCIAIS

        Das novas gerações, poucas pessoas já ouviram falar da Lei Falcão.

        Embora as circunstâncias que a produziram não existam mais, é importante conhecê-la para perceber o quanto erráticas são as estratégias de campanha da maioria dos candidatos neste nebuloso 2018.

        A Lei Falcão (Lei nº 6339/76) foi criada em 1 de julho de 1976 (Governo de Ernesto Geisel, em plena Ditadura Militar) e recebeu o nome de seu criador, o então Ministro da Justiça, Armando Falcão.
Foi apresentada  para regulamentar a propaganda eleitoral, mas tinha um alvo específico: barrar a progressão popular de Leonel Brizola, que depois de uma gestão de sucesso como governador do  Rio de Janeiro começou a representar uma ameaça ao regime com suas ideias esquerdizantes.

        Brizola indicara como seu sucessor no RJ o antropólogo  Darcy Ribeiro, que havia idealizado os CIEPs, escola de tempo integral transformada na viga de sustentação do governo estadual. Dada a popularidade do padrinho, Darcy seria eleito com tranquilidade...Bastaria que se apresentasse aos eleitores como candidato de Brizola.

        Aí é que entra a Lei Falcão e a genialidade de quem a criou: alguns anos antes, Darcy Ribeiro esteve exilado no exterior e havia recebido uma autorização especial do regime para voltar ao Brasil e tratar-se de um câncer pulmonar. Sobreviveu, mas teve de extrair um dos pulmões, transformando-se num homem frágil, incapaz de acompanhar o pique do Padrinho em campanha.

        Darcy Ribeiro perdeu a eleição para Moreira Franco porque não conseguiu informar o eleitor que era o candidato de Brizola. E a Lei Falcão proibiu os governadores de aparecer ao lado de seus candidatos na propaganda eleitoral na televisão.

CORPO A CORPO ERA OBRIGATÓRIO

        Isso ocorreu numa época em que o corpo a corpo era obrigatório para quem quisesse vencer uma eleição.…Hoje, não...Bem mais importante que o corpo a corpo, é o posicionamento firme e sistemático nas redes sociais.

        Leonel Brizola e Darcy Ribeiro morreram antes de poder usufruir da internet e suas benesses. Se aquela eleição fosse este ano, Darcy Ribeiro poderia se apresentar como candidato de Brizola a todo eleitor carioca e fluminense sem deixar o conforto de sua casa.

        O problema está em que existem pouquíssimos candidatos que sabem usar a internet de modo eficaz e competente. Não adianta, por exemplo, ter algumas páginas expositivas no Facebook. É preciso interagir com intensidade, provocar envolvimento e debate e ter soldados bem dispostos a defender as causas da candidatura em toda parte.

UMA EXCEÇÃO

 
        A grande exceção é o candidato a presidente Jair Messias Bolsonaro (PLS) que já ameaça vencer esta eleição em 1º turno...

        Faz  três anos que eu sinto a presença de Bolsonaro nas redes sociais.  Já em 2015 havia uma infinidade de perfis no facebook com o slogan na capa da página: Bolsonaro presidente! De lá pra cá, a presença só aumentou: vieram os grupos bolsonaristas e o envolvimento das pessoas que o apoiam e defendem as suas muitas e controversas bandeiras é muito forte.

        A Veja diz que ele amplia sua presença nas redes via robôs.  Que seja isso (afinal, os robôs estão aí para ser usados), mas é possível perceber que seu desempenho em rede vai além das ferramentas disponíveis.
 
        Há inteligência e refinamento na estratégia e não será nada surpreendente que uma daquelas fundações americanas sempre dispostas a financiar a propagação do liberalismo tenha irrigado com recursos e “know-how” a campanha do deputado que há muito tempo se colocou em oposição radical ao esquerdismo do PT & cia.

        A equipe que assessora Geraldo Alckmin dá demonstrações de que acordou da letargia que a fez trabalhar até agora de costas viradas para a internet...

        A pergunta que deve ser feita neste instante é:  haverá tempo de reverter um placar tão desfavorável nas redes sociais? Se tomarmos o Facebook como exemplo, chegaremos à conclusão que a tarefa será hercúlea para não dizer impossível: nessa rede, o candidato do PSL possui 5,5 milhões de seguidores; Lula tem 3,7 milhões e Alckmin, 912,6 mil.



Armando Falcão. Darcy Ribeiro; Leonel Brizola; 
  Alckmin e Bolsonaro

14/07/2018

URNAS ELETRÔNICAS, SÓ O BISPO PODE NOS SALVAR


Por Dirceu Pio


        Caro dom Vicente Costa, excelentíssimo bispo católico da Diocese de Jundiaí (SP):

        Peço desculpas por encaminhar a Vossa Excelência um assunto tão profano! Sigo apenas o conselho de minha mãe, uma santa mulher que ao morrer, em 1994, ainda me repetiu: “Quando todos a quem você pediu, falharem, recorra ao bispo!”

        É simples mas importantíssimo: precisamos que o senhor nos livre das urnas eletrônicas!

        Vivemos, o senhor sabe, um momento crucial da nossa ainda jovem e frágil democracia: ou conseguimos limpar, pelo voto, neste 2018, o cenário da política, contaminado que está, gravemente, por  criminosos de toda laia, ou caminharemos com celeridade na direção de um regime ainda mais deletério e assemelhado ao da vizinha Venezuela.

        As providências têm de ser urgentes! O voto é o último bastião da democracia brasileira e ele está na iminência de ser violado!

FATOS, APENAS FATOS

        Não é neurastenia, invencionice ou loucura. É apenas a interpretação pura e objetiva de fatos.

Vamos, pois, a eles:

        1- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou vários meses produzindo uma espessa nuvem de fumaça para impedir que a opinião pública notasse que a instituição não tinha o menor desejo de cumprir a Lei 13.165/2015 que tornou obrigatório o voto impresso.

        2- O Brasil vai usar nas eleições deste ano em torno de 600 mil urnas eletrônicas, das quais 70 mil serão fornecidas pela empresa “venezuelana” Smartmatic. As 530 mil restantes foram adquiridas da Diebold, de origem americana (Cincinati, Ohio).

        3- Por onde passam (EUA, Rússia, Indonésia, etc) a Smartmatic e a Diebold deixam sempre um rastro de  fraude, corrupção e sonegação, mas o TSE nunca esteve preocupado com isso...Ao contrário, há denúncias de que o tribunal favoreceu ilegalmente a Smartmatic em licitação e  entregou à empresa, sem a menor necessidade, toda a criptografia do sistema eleitoral brasileiro...Pior: os segredos do nosso sistema eleitoral (quem vota e onde vota, etc.) foram  entregues a sócios estrangeiros da Smartmatic, não submetidos às leis do sigilo brasileiras.

        6- A Diebold já foi multada em 112 milhões de dólares nos EUA por corrupção e o procurador federal americano, Steven Dettelbach, acusa a empresa de ter “um padrão mundial de conduta criminosa”.

INTERESSE NAS ORCRINS

        7- Há informações de que a Smartmatic está envolvida com impérios financeiros globais com interesse na sustentação política de organizações criminosas da Venezuela e no Brasil.

        8- Está mais do que provado, pelos melhores especialistas em segurança eletrônica do Brasil, que as urnas compradas da Diebold e da Smartmatic, todas de uma  geração super-atrasada, são “inauditáveis”, ou seja, qualquer procedimento de auditoria externa servirá de alerta ao “software trapaceiro” para esconder a trapaça enquanto durar a fiscalização.

        9- Foi mais do que provado também que todas as desculpas emitidas pelo TSE – falta de recursos para compra de impressoras, falta de tempo para implantação – são infundadas. Especialistas comprovaram que há recursos e tempo suficientes para adoção do voto impresso. O que houve foi apenas má vontade e uma  pré-disposição contra a lei, como se tudo tivesse  sido preparado para a fraude.

        10- O TSE dificultou também o máximo que pode a verificação da segurança das urnas eletrônicas, sonegando informações aos especialistas. Mesmo assim, o professor Diego de Freitas Aranha, da Unicamp, universidade que abriga o melhor curso de engenharia eletrônica do Brasil, conseguiu comprovar que as urnas eletrônicas adotadas no Brasil são sim “altamente fraudáveis”.

TESTES COMPROVARAM VULNERABILIDADE

        11- De primeira ou de última geração, as urnas eletrônicas já foram rejeitadas, sempre como prevenção a fraudes eleitorais, em mais de 50 países, entre os quais a França e o Paraguai.

        E foi no dia 06 de junho de 2018 que o STF – Supremo Tribunal Federal derrubou, em quase unanimidade no plenário, a Lei do Voto Impresso sob o pretexto de que ela era inconstitucional.

        Só os ministros do nosso Supremo viram essa inconstitucionalidade e, convenientemente, fecharam os olhos para a fraude que se avizinha.

        Dom Vicente Costa, sabemos o quanto será difícil esta missão que vos entregamos na certeza de que  vossa excelência a receberá e tudo fará para resolvê-la com ajuda de Deus; amém!

        P.S. Reparai, dom Vicente, que este computador cometeu erros de contagem dos itens desta missiva. Foi proposital. Quisemos imitar o procedimento das urnas eletrônicas, capazes de devorar, silenciosamente, quantos votos forem necessários para não eleger adversários dos ungidos pelo “SISTEMA”.






15/06/2018

MARA GABRILLI, SENADORA... EU APOIO!!

        Neste nebuloso 2018, quero ao menos um nome da minha mais absoluta confiança pra colocar no Senado Federal. Parece inacreditável, mas esse nome existe: é o da deputada federal por São Paulo e pelo PSDB, Mara Gabrilli, que no dia 12 de junho de 2018, concorrendo com outros 21 candidatos, foi eleita a representante do Brasil para o Comitê da ONU para os Direitos das Pessoas com Deficiência no período 2019 – 2022.

        Estive com ela, em seu escritório em São Paulo, nesta primeira semana de junho de 2018. Conquistei-a como aliada de um projeto que pode revolucionar as precárias condições da acessibilidade no Brasil e conversamos alguns minutos sobre política: ela está á espera que seu partido, o PSDB, lhe conceda a legenda para poder concorrer ao Senado por São Paulo...

        Apressei-me em lançar este abaixo-assinado a ser dirigido ao presidente do Diretório do PSDB no Estado de São Paulo, Pedro Tobias. Ando desesperançado com a política e com os políticos, mas uma candidatura igual à da Mara Gabrilli teria o poder de reacender em mim a chama da brasilidade que está na iminência de se apagar

        Quem é Mara Gabrilli? Quero defini-la em poucas palavras: é uma linda mulher com pouco mais de 50 anos; aos 26 anos, sofreu um acidente de carro e ficou tetraplégica. Mesmo sem poder movimentar braços e pernas tem sido uma das mais ativas parlamentares brasileiras e também a mais digna e corajosa.
        
        Já chamou o então poderoso Eduardo Cunha de corrupto numa discussão cara a cara durante o processo do impeachment de Dilma Rousseff e em entrevista à revista Veja responsabilizou Lula e o PT pelo assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel...

        Seu trabalho de apoio às PNEs (Pessoas com Necessidades Especiais) é simplesmente espetacular...Em sua página no facebook podem ser encontradas todas as informações sobre ela.


        Peço a todos que compartilhem e assinem este abaixo-assinado... Precisamos da Mara Gabrilli representando o Estado de São Paulo no Senado, em Brasília...


Assine aqui:



31/05/2018

UMA FRAUDE CHAMADA PT



Por Dirceu Pio

Eu me apaixonei pelo que inventei de você”... É o que diz a música da Rainha da Sofrência, a goianense de apenas 22 anos, Marília Mendonça... ela mesma não deve saber que definiu com uma frase um dos fenômenos mais instigantes da política brasileira – essa paixão doentia que uma cada vez menor legião de pessoas dedica ao PT e ao seu líder supremo, o presidiário Luiz Inácio da Silva...

Todas negam as evidências e se deixam apaixonar pelo que elas mesmas inventam a respeito dessas duas entidades malévolas. Não restou mais nenhuma gota de inocência nessa paixão, feita hoje de muito fisiologismo, má fé e mistificação.

Na verdade, essa década e meia (de 2002 a 2016) que a quadrilha se manteve no topo do poder no Brasil será lembrada pela história como a “Era das Fraudes”, um período quase medieval em que toda a realidade foi escamoteada, torcida, invertida... Quando os problemas se acumularam de tal modo que não era possível mais escondê-los, uma presidente foi deposta e a realidade, soberana, emergiu...

Então, todos puderam enxergar que o Partido dos Trabalhadores não passava de um antro de ladrões, capitaneado por um falso líder sindical...Até as manobras escusas do Poderoso Chefão enquanto líder sindical emergiram em delações de empresários à Lava Jato: o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo cortava dos dois lados, ou seja, fingia que defendia a sua classe mas na surdina negociava vantagens pessoais, propinas e pixulecos com os patrões...
FRAUDE ABRIU A ERA PT

Não esqueçamos que ambos assumiram o poder, em 2003, negando tudo aquilo que o partido pregava em sua Carta de Princípios (leia aqui: http://www.pt.org.br/carta-de-principios-do-partido-dos-trabalhadores/), redigida no nascedouro, em 1979.

Embora a bandeira partidária continue vermelha, suas lideranças mudam de cor ao sabor das circunstâncias. Estas indicavam, aliás, que o partido dificilmente chegaria ao poder em 2002 caso não “amainasse” seus "princípios" esquerdizantes e explosivos...

Não houve problema... o camaleão mudou de cor, apresentou à nação a adocicada “Carta ao povo brasileiro” e abriu alas para a entrada em cena do Lulinha Paz e Amor, uma primeira e sintomática fraude...
TUDO FOI MUITO PREVISÍVEL

Digo sintomática porque quem se der ao trabalho de ler a Carta ao Povo Brasileiro poderia até prever o tipo de governo que surgiria sob comando de Luiz Inácio e depois sob Dilma Rousseff: nela, o PT se comprometia com um projeto inorgânico, mal desenhado, contraditório, meio sem pé nem cabeça... (leia aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u33908.shtml )...a única coisa que ficou suficientemente clara é que o novo governo iria respeitar os contratos, uma sinalização oportunista ao mercado financeiro que até então via o PT como um partido incendiário...

Não que a Carta de Princípios contivesse coisa que preste, mas ela era orgânica e representativa do pensamento da base partidária... nas eleições de 2002, que levaram Luiz Inácio ao topo do poder, o eleitor comprou o que viu e recebeu o que não viu...

E o mais grave já estava lá bem demarcado:“A questão de fundo – diz a Carta de 2002 - é que, para nós, o equilíbrio fiscal não é um fim, mas um meio. Queremos equilíbrio fiscal para crescer e não apenas para prestar contas aos nossos credores”.

A frase “queremos equilíbrio fiscal para crescer” deveria ter deixado todos os brasileiros de cabelo em pé... ficava explícito o desprezo dos governos petistas pelo controle fiscal e a paixão pela gastança sem limite e sem sustentação... Deu no que deu....
GOVERNO CENTRAL É ESPELHO

O grande problema do sistema federativo é que o poder central tem uma imensa capacidade de irradiar comportamentos por todas as unidades.

Quando se rouba muito no topo da pirâmide, roubarão também muito nos estados e municípios; grandes desobediências ao controle fiscal no topo da pirâmide produzirão também forte indisciplina na base... E o resultado é isso que se vê: um país na antessala da falência...

O jornalista Ênio Mainardi escreveu ainda esta semana no site A Reunião: “Não há Democracia com o povo mantido na ignorância”.

Esta é uma lei que se impõe com a modernidade, mas que o PT tentou corromper: seus líderes fingiram o tempo todo que investiam em educação, mas também esta semana o jurista Eduardo Virmond, de Curitiba, derrubou a falácia ao apresentar uma estatística divulgada pelo Spectators Index . Nela, o Brasil é colocado em 119º lugar em qualidade de educação no ano 2017. Ficamos atrás da Turquia, da África do Sul e até do Paquistão...
IDH CAMINHOU PARA TRÁS

Outra empulhação que tentam nos impor é que Lula e Dilma promoveram forte distribuição de renda. Uma análise do desempenho do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no período iniciado em 2003 e encerrado em 2016 mostra que houve involução.

Para quem não sabe, o IDH é um índice definido pela ONU desde 1993 para medir o desenvolvimento dos povos... Baseia-se em três aferições: as condições da saúde, medidas pela expectativa de vida, o que leva em conta o índice de mortalidade infantil; o acesso ao conhecimento, medido pelo índice de alfabetização a contar dos 15 anos e o número de matrículas escolares; e evolução de renda...

Pois bem: Luiz Inácio pegou o país de FHC em 63º lugar no ranking de IDH (0,792) e Dilma Rousseff o entregou (2016), em 79º lugar (0.754)...

Nesse período de quase 15 anos, enquanto o Brasil caminhou perigosamente para trás, a Rússia evoluiu da 62ª posição para a 49ª posição. É difícil conter o desejo de associar essa excepcional prosperidade russa ao fim do regime comunista (1991) e o atraso brasileiro, ao bolivarianismo dos governos Luiz Inácio/Dilma...

Agitaram o tema da reforma agrária, mas Luiz Inácio e Dilma assentaram em 14 anos quase a mesma quantidade de agricultores que FHC assentou em oito anos... E além disso, transformaram o MST num grupo armado de sustentação do poder com práticas nazi-fascistas....

Tudo agora faz sentido: para se apaixonar por coisas tão feias, só mesmo inventando muitas coisas bonitas pra por no lugar.









11/05/2018

BANDOLEIROS AGRÁRIOS


Por Dirceu Pio

        Confesso que já tive algum respeito por eles – os antigos membros do MST!

        Refletia uma declaração do antropólogo Darcy Ribeiro em sua célebre entrevista a O Pasquim tão logo retornou do exílio (1976): “As elites brasileiras – disse ele – nunca permitiram que se desse de graça um só palmo de terra; até o terreno do cemitério tem de ser pago”.

         “Nos Estados Unidos – continuou – na colonização do Oeste, o governo entregava o título da terra a quem conseguisse se manter nela resistindo aos ataques de índios e saltimbancos”.

        Darcy Ribeiro era do tempo da esquerda ideológica: quando se manifestava, com certeza o fazia para denunciar uma ignomínia...

        Passei a achar, portanto, que a distribuição da terra poderia servir a um projeto de desenvolvimento nacional mais justo e mais acelerado... E o MST poderia levar as elites a enxergar esse caminho...

        O processo de urbanização do Brasil foi, contudo, um exemplo de irracionalidade e indecência... Milhares e milhares de pequenos agricultores foram expulsos de suas terras sem nenhuma contemplação; quem tentou resistir, morreu a tiro de carabina...

EM FORMAÇÃO

        Quando me mudei para o Paraná, em 1976, o país vivia o ciclo final do processo de urbanização. Presenciei o nascimento do Movimento de Agricultores Sem Terra em Cascavel, no Oeste do Paraná, região das terras mais férteis do Continente.

        Sob inspiração da chamada Pastoral da Terra, braço político da ala da Igreja Católica que inventou a Teoria da Libertação, o MST nascia para garantir a realocação das milhares de famílias que começavam a ser desalojadas de suas terras para formação do lago da maior hidrelétrica do mundo, Itaipu...

        Como repórter a serviço dos jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde – ambos conservadores – fui muitas vezes escalado para cobrir os eventos que o MST começava a produzir – acampamentos, manifestações, marchas em prol da  Reforma Agrária, formação dos primeiros assentamentos....

        Antes disso, eu havia presenciado os estertores da violenta ocupação, pela Colonizadora Norte do Paraná, de Oscar Martinez, de uma área que englobava mais de 30 municípios nas vizinhanças de Assis Chateaubriand e Palotina, área que ficou conhecida como Grilo Santa Cruz... Havia uma ilha em meio ao Rio Piquiri onde eram “guardados” de 200 a 300 jagunços a serviço da colonizadora e eu vi muita atrocidade...

        Vi casas com paredes picotadas de bala; vi homens sem orelhas arrancadas que foram pelos jagunços; vi famílias aterrorizadas por balas de metralhadoras disparadas de avião; vi crianças mutiladas por cães enlouquecidos por injeções de psicotrópicos...

        E havia denunciado, com descrição pormenorizada, o trabalho escravo mantido pelo grupo Atalla em suas fazendas em Porecatu com a conivência de vários governos paranaenses – Ney Braga, Jayme Canet e José Richa, o pai do atual governador do estado, Beto Richa...

BRASIGUAIOS

        Havia também incursionado pelo interior do Paraguai para ver de bem perto os intermináveis conflitos entre nativos e brasileiros, já chamados de “brasiguaios”. Não havia como deixar de me compadecer pelo drama daqueles milhares de agricultores que sofriam todo tipo de hostilidade por ousar atravessar a fronteira e perseguir o sonho de ter um pedaço de terra pra plantar ainda que fosse em território estrangeiro já que em sua pátria isto lhes foi negado...

        “Uma vez – narrei  um agricultor brasileiro foi obrigado a desfilar nu, puxando uma carroça por um fio de nylon e um anzol enterrado na ponta do nariz, pelas ruas de Hernandarias, uma daquelas pequenas cidades paraguaias da região que era desbravada por brasiguaios”...

        Acompanhei os brasiguaios até a expulsão, em 1980, e fui o primeiro jornalista a contar a epopeia da ocupação do grande assentamento o no interior de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, hoje o próspero município de Novo Horizonte do Sul...

        Contei na reportagem publicada pelo Jornal da Tarde a vida perigosa do desbravamento – meninos desenrolaram em minha frente e na frente do fotógrafo Carlos Ruggi o couro de uma sucuri de mais de 10 metros de comprimento, enquanto um agricultor exibia a pele e  os dentes de duas onças que ele matou a facão, uma depois da outra no mesmo dia; mostrei ainda o entusiasmo do comércio de Ivinhema com a chegada dos novos moradores....

        Todos descobriam ali o quanto gente com disposição pra plantar e colher pode fazer bem à economia de uma cidade....

O SONHO FOI PERDIDO

        Mas o tempo passou e o sonho do “pedaço de terra para plantar e colher” perdeu-se pelo meio do caminho... José Batista Afonso, advogado da Comissão Pastoral da Terra, já denunciou que durante o governo Dilma Rousseff foi consolidado o abandono da reforma agrária: “O governo elegeu como modelo de desenvolvimento no campo o agronegócio. Além disso, houve acordos com a bancada ruralista no Congresso que fizeram com que o governo sacrificasse não só o assentamento de famílias sem-terra, como também a demarcação de terras indígenas e a regularização de áreas de comunidades remanescentes de quilombos. Houve um retrocesso imenso”.

        Na verdade, o MST hoje não chega a ser sequer uma caricatura daquilo que tentou ser, ou seja, um movimento pacífico de pressão pela reforma agrária...

        Transformou-se num braço armado de lideranças corruptas (Luiz Inácio, Dilma Rousseff), nada mais que isso... E o que é pior: suas lideranças – Guilherme Boulos, José Rainha, João Pedro Stédile – não se constrangem nenhum pouco em defender o emprego de métodos nazi-fascistas para evitar que seus bandidos de estimação sejam punidos... Transformaram-se em Bandoleiros Agrários...

        Há informações seguras de que acampamentos de “Sem Terra” no interior de Minas Gerais têm alimentado milícias armadas que invadem fazendas, prendem e espancam os proprietários e roubam objetos, insumos e implementos de valor...


        Não tenho por eles mais nenhum sentimento de admiração ou piedade... Eu mudei? De maneira nenhuma, eles é que mudaram...

MST em Ação

Veja mais um pouco da história do Município Novo Horizonte do Sul no link abaixo: