01/12/2018

MEIO AMBIENTE PODERÁ SER FOCO DE CRISE


Por Dirceu Pio  


NÃO SERÁ POR FALTA DE AVISO....ainda a 1º de dezembro de 2018, antes mesmo, portanto, da formação do atual governo, publiquei este artigo em meu blog. Foi como se eu previsse a atual crise inteiramente fabricada por influência das Ongs que perderam o bonde com o cancelamento dos acordos do Brasil com Alemanha e Noruega pela preservação da Amazônia e realimentada pela esquerda corrupta que quer a desestabilização  do governo Bolsonaro...

   

Está escrito nas estrelas: o meio ambiente pode ser o fator que vai gerar grandes turbulências e desestabilização ao novo governo - se Bolsonaro não se acautelar!      
 Dizem que se conselho fosse bom, ninguém daria de graça, mas eu não dou de graça – apenas retribuo uma ínfima parcela daquilo que ele, Jair Messias Bolsonaro, fez ao Brasil impedindo a volta ao poder das quadrilhas e dos quadrilheiros!       

Sugiro, portanto, que ele forme imediatamente um grupo de trabalho, com a participação do Itamaraty, do CNPQ, do Inpa, do Inpe, da Embrapa, entre as várias outras entidades que têm se dedicado, ao longo do tempo, ao estudo e à pesquisa dos recursos amazônicos e tenham conhecimento de políticas de relacionamento e comércio externo.       

O objetivo desse grupo de trabalho deve ser a ampliação de massa crítica governamental sobre o assunto, pois há evidências de que o próprio presidente eleito tem (o que é compreensível, dada a complexidade do assunto) baixo nível de entendimento da dimensão real das questões ambientais...       

Isso ficou claro na hesitação frente à ideia de fundir os ministérios do Meio Ambiente/Agricultura ou da famosa frase que ele pronunciou lá atrás, nos primórdios da campanha: “Estão matando o Agronegócio, não dá mais pra desmatar pra criar boi, pra plantar soja...”       

É uma frase forte, que, provavelmente, explica o aumento do desmatamento da Amazônia neste 2018, pois devemos nos perguntar até que ponto o desempenho eleitoral de Bolsonaro não encorajou os pecuaristas, madeireiros e predadores em geral a intensificar suas práticas criminosas? (https://imazon.org.br/publicacoes/boletim-do-desmatamento-da-amazonia-legal-marco-2018-sad/)

FRASE FORTE E SIMBÓLICA
       

Desmatar pra criar boi na Amazônia é uma prática que o novo governo tem por obrigação combater e nunca incentivar. 

A pecuária extensiva ainda ocupa 200 milhões de hectares no Brasil e com o avanço da genética animal e a evolução das técnicas de confinamento, bem mais da metade dessa área terá de ser devolvida à agricultura, de modo que haverá terra sim para atender, com racionalidade, a demanda do agronegócio por mais 50 anos, pelo menos...       

Uma cabeça de gado levava quase cinco anos pra chegar ao ponto de abate. Hoje, com a introdução do “novilho precoce”, um boi é abatido com dois anos de confinamento... E a pecuária tornou-se muito mais rentável.      
 Esqueçamos a reação internacional que, certamente, funcionará como uma orquestra ampla e irrestrita capaz de executar a sinfonia da preservação toda vez que for adotada uma prática que possa ser entendida como ameaça à floresta.

É A BIODIVERSIDADE QUE CONTA
      

 Pensemos apenas na biodiversidade. Nesses 15 anos de PT, o governo foi escandalosamente permissivo com o contrabando de espécies nativas.      

 Essa floresta é considerada a maior reserva em termos de biodiversidade do planeta. Ela abriga mais de 30 mil espécies de plantas, na imensa maioria desconhecidas.       

 A biodiversidade é um patrimônio que deve ser estudado e preservado e é tão ou mais importante que qualquer reserva mineral.

NOVO MARCO REGULATÓRIO
       

Por falar em reserva mineral, é bom que se diga que o Brasil ainda não tem um marco regulatório minimamente decente para orientar a exploração de seus recursos de subsolo dentro da racionalidade e sustentabilidade.        

Caberá, portanto, ao novo governo pensar detidamente no assunto e criar condições para que um novo marco seja construído, votado e aprovado com a urgência necessária, pois não há governo que possa resistir a novas tragédias do porte de Mariana.       

Lembro que por ocasião do desastre de Mariana vieram à tona centenas de ameaças com o mesmo potencial devastador, representadas pelas mais de 600 barragens de rejeitos minerais sem nenhuma fiscalização.       

Temos desmandos de todos os portes e gravidade na exploração mineral, sem esquecer que o bombardeio de rochas para extração de ouro no município de Paracatu (MG), produzido pela Kinross, tem levado ao ano centenas de pessoas para tratamento de câncer no Hospital de Barretos (SP)...

E A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL?
       

Na época em que Bolsonaro manteve-se trepado no palanque, ele clamava pela exploração do potássio na reserva indígena do alto do Rio Madeira, no Amazonas. Ganhou a eleição, desceu do palanque e deve cuidar agora de descobrir as verdadeiras razões que têm levado a Vale do Rio Doce a imitar o grupo Lume e ficar sentada sobre a concessão do potássio do Sergipe.       

Não há de ter mais nenhuma justificativa para atraso de várias décadas na extração de um mineral que tem representado a perda de milhões de dólares em divisa todos os anos...

        Ou produza – e produza imediatamente – o potássio que o Brasil precisa ou perde a concessão ! Esta deveria ser a nova ordem ! 

        Além disso, há que reformar a legislação ambiental para que ela seja eficaz e não crie obstáculos irracionais ao agronegócio ou ao desenvolvimento da infraestrutura do país...e é preciso também, junto com as reformas da lei, aumentar o poder de polícia dos órgãos ambientais, lembrando que o Ibama só consegue receber 8% das multas que aplica...

        Responder às pressões com políticas mais racionais e eficazes me parece ser a melhor opção pelo novo governo.






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