17/08/2017

Jair Bolsonaro, um show de estupidez!

Não existe nada mais irracional – e estúpido – do que derrubar uma floresta pra criar boi! Quem faz isso joga na lata do lixo uma riqueza perene e  imensurável chamada BIODIVERSIDADE para colocar em seu lugar uma atividade obsoleta – a Pecuária Extensiva – transformada em símbolo de atraso pela genética e pela moderna indústria alimentar.


    E o pré-candidato a Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro, do PSC, de malas prontas para o PEN, capitão da reserva do 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista do Exército, 60 anos de idade, defende essa imbecilidade sem nenhum constrangimento em entrevistas e vídeos disponíveis na internet (procurar no Youtube por “Inversa: Bolsonaro”)... Ele diz: “Estão matando o Agronegócio, não dá mais pra desmatar pra criar boi, pra plantar soja...”


    A pecuária extensiva ainda ocupa 200 milhões de hectares no Brasil e com o avanço da genética animal e a evolução das técnicas de confinamento bem mais da metade dessa área terá de ser devolvida à agricultura, de modo que haverá terra sim para atender, com racionalidade, a demanda do agronegócio por mais 50 anos pelo menos...


    Uma cabeça de gado que levava quase cinco anos pra chegar ao ponto de abate e, hoje, com a introdução do “novilho precoce” (pelo jeito, Bolsonaro nunca ouviu falar dessas coisas), um boi é abatido com dois anos de confinamento... E a pecuária tornou-se muito mais rentável.


MAIS UM SALVADOR DA PÁTRIA


    Castigado por tanta bandalheira patrocinada pelo PT, o Brasil não merece ser governado agora por alguém que entende de agronegócio quanto eu entendo de Física Quântica... E olha que eu sempre fugi das aulas de física quanto o diabo foge da cruz...


    Não existe, por outro lado, nada mais indecente do que incentivar a invasão das terras indígenas e das reservas ambientais... E Jair Bolsonaro faz isso indiretamente – e com insistência – ao afirmar que os índios e a FUNAI usam as reservas indígenas pra proteger um grande estoque de  minerais nobres – nióbio, grafite, potássio, etc... – “por orientação de ongs internacionais que pretendem transformar as reservas Ianomâmis e Raposa Terra do Sol em nações independentes...” (ver no Youtube por "Inversa: Bolsonaro")


    Ele sabe que tudo isso é conversa pra boi dormir, pois os tais “interesses internacionais” nunca precisaram de qualquer formalidade para entrar aqui  e levar a preço de banana todo minério que quiserem...e fazem isso com o ferro, com o ouro, com o manganês, com o nióbio, com o grafite, com o grafeno... Agora mesmo, apesar das “denúncias” do deputado Jair Bolsonaro, os chineses compraram jazidas de nióbio em Goiás com direito a exploração direta, sem qualquer beneficiamento...


    Por que essas coisas sempre aconteceram desse jeito no Brasil?  É porque fomos colonizados por ex-presidiários portugueses e porque produzimos uma classe política das mais corruptas do mundo. É porque, ainda, manifestamos uma forte tendência em acreditar em mistificadores do quilate de Jair Bolsonaro!


    Tudo poderia ser hoje um pouco melhor  se o Congresso Nacional, do qual Messias Bolsonaro é um dos ilustres representantes, aprovasse um marco regulatório razoavelmente decente para a mineração!  


    Mas ele e seus pares não querem saber disso: seus pares preferem continuar mamando nas tetas das grandes mineradoras e ele mesmo, excessivamente ambicioso, quer apenas espalhar mentiras e ilações fantasiosas, criar medo, tensão, despertar vilanias e ambições, para tentar transformar tudo isso, esse caldo diabólico, em votos... Se por desventura ele se eleger, será uma solução 100 vezes pior que a de Fernando Collor de Mello...


A HISTÓRIA DO POTÁSSIO DIZ QUEM É ELE


    Em vídeos e entrevistas, Messias Bolsonaro  se arvora em grande defensor dos interesses nacionais e brande seu “profundo conhecimento” sobre a realidade brasileira: “Os 75% das terras agricultáveis do Brasil – diz sem rubor - precisam de corretivo do solo; os corretivos são produzidos com potássio, mas as jazidas de potássio brasileiras estão no alto do Rio Madeira, no Amazonas, protegidas, ao mesmo tempo, por uma reserva indígena e por uma área de proteção ambiental. Enquanto o Brasil não pode explorar suas reservas,  importa o potássio da Rússia em grande escala!” (pesquisar no Google por Plano Econômico de Jair Bolsonaro)


    A história do potássio é suficiente para comprovar o quanto é falso e ardiloso o estilo Bolsonaro de fazer política: a autossuficiência brasileira em potássio pode ser obtida muito mais facilmente com a exploração firme das jazidas do Sergipe, onde não há índios ou reserva ambiental pra atrapalhar.


    Há mais ou menos 40 anos (eu disse qua-ren-ta anos) o governo (militar) fez ao Grupo Lume, de triste memória, uma das primeiras concessões para exploração mineral do Brasil. O grupo permaneceu 20 anos sentado sobre as jazidas sem arrancar do solo um só grama de potássio... Quando, já no governo de José Sarney, a concessão foi tirada do Grupo Lume, descobriu-se que os exportadores de potássio ao Brasil haviam subornado as empresas concessionárias para não explorá-lo...


    A concessão foi então repassada à Petrobras, que por sua vez a repassou à Vale do Rio Doce já privatizada... Nem a Petrobras e nem a Vale fizeram algo de concreto pra explorar o potássio sergipano... Ao que tudo indica, ambas aprenderam as espertezas do Grupo Lume...


    A mais de quarenta anos da descoberta e dimensionamento das jazidas sergipanas, continuamos importando cerca de 90% do potássio necessário a nossa indústria de fertilizantes... leia mais sobre o assunto em:

    E agora, na antevéspera de uma eleição  presidencial, chega um pré-candidato pra nos dizer que a culpa por nossa dependência externa em potássio é dos índios!
Era  só o que nos faltava!

Mapa do desmatamento igual mapa da estupidez

Desmatamento na amazônia, crateras da irracionalidade

Aldeia Indígena Brasileira: o território do Brasil era só deles !

Mapa da Localização das Terras Indígenas no Brasil


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